Queratose actínica

Queratose actínica

Queratose Actínica são lesões pré-malignas (que têm alto risco de se transformarem em câncer com o tempo) extremamente frequentes. São causadas pelos raios ultravioleta e surgem após exposição crônica ao sol (muitos anos). Com o tempo, muitas dessas lesões podem se transformar em carcinomas de pele (espino ou basocelular). Estima-se que cerca da metade dos carcinomas espinocelulares diagnosticados, surgem a partir de queratoses actínicas não tratadas. Como não é possível saber quais queratoses actínicas vão se transformar em carcinomas, é necessário tratar todas elas, principalmente se a pessoa for imunossuprimida.

Causa

A principal causa é a exposição crônica de peles claras aos raios ultravioleta.
Como os efeitos dos raios UV são cumulativos, a doença acomete, principalmente, indivíduos adultos ou idosos, que ficaram muito expostos ao sol ao longo da vida.
Ocasionalmente, podem ser provocadas por exposição intensa a raios-X ou por agentes químicos.

Sintomas

São lesões ásperas e às vezes avermelhadas localizadas em áreas do corpo expostas ao sol com frequência, como rosto, orelhas, lábios, colo, dorso das mãos e área calva. As lesões geralmente são pequenas e múltiplas, mais palpáveis que visíveis. Podemos percebê-las passando suavemente as mãos nas áreas expostas ao sol e sentindo pontos ásperos ao toque. Muitas vezes, estas lesões aparecem em grande número em certas áreas do corpo, como por exemplo a área calva. Estas regiões, com muitas lesões e alto risco de surgimento de tumores de pele, são chamadas de “campos de cancerização”. Hoje em dia recomenda-se que, além de tratar as lesões isoladas de queratose actínica, também sejam tratados todos os campos de cancerização, para diminuir o risco de futuros tumores. Novas estratégias terapêuticas têm sido desenvolvidas com grande sucesso com esse objetivo.

Diagnóstico

O dermatologista é capacitado para identificar as queratoses actínicas apenas com o exame visual. Em alguns casos, pode ser necessário fazer uma biópsia da lesão para confirmar o diagnóstico.

Curiosidades

  • A queratose actínica é uma das principais causas de consulta ao dermatologista, representando o quarto diagnóstico dermatológico mais comum no Brasil;
  • Embora a grande maioria das queratoses actínicas permaneçam benignas, alguns estudos apontaram que até 10% delas podem evoluir para um carcinoma;
  • Em geral, quem tem queratoses actínicas não tem uma lesão isolada, mas sim várias lesões nas áreas expostas. Dado ao alto risco de transformação, estas áreas são chamadas de “Campo de Cancerização”;
  • A tendência moderna é tratar preventivamente o “campo de cancerização” e não apenas as lesões isoladas.

Tratamento

Existem tratamentos cirúrgicos ou tratamento com produtos locais.

Cremes Tópicos

Medicamentos tópicos, como imiquimode ou 5-FC, podem ser aplicados durante algumas semanas nas áreas lesadas, com uma taxa de cura relativamente alta. Normalmente este tipo de tratamento provoca vermelhidão, inchaço e formação de crostas, que são temporários. Cicatrizes são raras, e o resultado cosmético é bom.

Criocirurgia

Utiliza-se o frio (- 196 oC) para destruir as células pré-cancerígenas. O nitrogênio líquido é aplicado na forma de spray sobre as lesões, por alguns segundos, causando a destruição das células. Após alguns dias, surgem feridas que cicatrizam ao longo de 1 à 2 semanas, podendo causar cicatrizes esbranquiçadas.

Terapia fotodinâmica (PDT)
Trata-se de um método moderno, que tem como grande vantagem não deixar cicatrizes. É realizado em 2 tempos: Primeiro é aplicado um creme sobre as lesões, que são cobertas com um curativo especial durante 3 horas, permitindo maior absorção do produto. A segunda parte é realizada após esta incubação (não é necessário permanecer na clínica durante este período), em que utiliza-se um equipamento que produz luz de LED de alta intensidade, para iluminar a área tratada. A mistura da luz com o medicamento gera substâncias tóxicas que matam as células alteradas e preserva as células sadias.

Todas as formas de tratamento devem ser discutidas inicialmente com um profissional médico habilitado e de confiança, tendo em vista que os tipos de pele variam e os casos devem ser tratados individualmente.

Agende uma Consulta

Telefone

(11) 3660-4850
(11) 96449-0607

E-mail

dermaclinica@dermaclinica.com.br

Tire Suas Dúvidas

  • Este campo é para fins de validação e não deve ser alterado.
1
Olá!
Como a Dermaclínica pode te ajudar?
Powered by