Melanoma

Melanoma

O melanoma é menos freqüente (5%) que outros tumores de pele, porém costuma ter comportamento mais agressivo.
Quando detectado em fases iniciais tem ótima evolução. Ele se origina a partir dos melanócitos, que são as células responsáveis pela produção do pigmento (melanina) que dá cor à pele, por isso costumam se manifestar como pintas de cor escura (negro ou castanho).

Causa

A associação do melanoma com o sol é bem conhecida, mas ainda não é totalmente compreendida. Sabe-se que existem vários outros fatores que também estão envolvidos no surgimento do melanoma, como por exemplo:
  • grande quantidade de pintas no corpo,
  • olhos claros (azuis/verdes), cabelos ruivos e pele clara com sardas,
  • ocorrência frequente de queimaduras de sol na infância,
  • existência de casos de melanoma na família,
  • bronzeamento artificial.

Sintomas

O melanoma pode surgir tanto em pintas já existentes (1/3 dos casos) como na pele sã (2/3 dos casos). Independente de sua origem, o melanoma costuma se manifestar como uma pinta escura, assimétrica, com bordas irregulares e múltiplas cores (tons de preto, castanho, vermelho, cinza ou azul).
Nas fases iniciais não apresentam nenhum sintoma, já nas mais avançadas podem surgir sintomas como coceira ou sangramento. O melanoma é encontrado tanto em áreas expostas como em áreas cobertas e, diferente dos carcinomas, muitas vezes acomete pessoas mais jovens. É mais comum na pele, mas pode surgir em locais como olhos, boca, unhas.

Diagnóstico

O dermatologista é treinado para suspeitar que uma pinta seja um melanoma apenas com o olhar. Atualmente se usa um aparelho especial chamado dermatoscópio, que permite maior precisão no diagnóstico do melanoma, pois permite ver estruturas nas camadas mais profundas da pele.
É importante lembrar que uma porcentagem grande dos casos de melanoma é detectada pelo próprio paciente, por isso é importante realizar o autoexame. Algumas características das pintas que chamam a atenção para a possibilidade de melanoma são descritas na regra do ABCDE, que significa:
  • A – para pintas que apresentaram Assimetria de forma;
  • B – para pintas que apresentaram Bordas irregulares;
  • C – para pintas que apresentaram variação nas suas Cores;
  • D – para pintas que apresentaram Diâmetro maior que 5 mm
  • E – para pintas que apresentaram Evolução (modificação nas suas características)
Quando se suspeita que uma lesão possa ser um melanoma, além do exame com o dermatoscópio, o dermatologista pode realizar uma biópsia. É este exame que vai confirmar se a lesão é um melanoma ou não, o tipo e a extensão.
Pessoas com grande número de pintas tem indicação de realizar um mapeamento de nevos, um moderno exame que associa a dermatoscopia à fotografia digital e permite o acompanhamento das lesões a longo prazo.

Curiosidades

  • Apesar de mais comum na raça branca, não é raro encontrar melanoma em negros. Nestes casos as lesões costumam se localizar nas extremidades (pés e mãos).
  • Existem casos onde o melanoma não apresenta coloração (melanoma amelanótico).
  • Queratoses seborréicas, lesões benignas, escuras e muito comuns, são comumente confundidas com melanoma, assim como um tipo de carcinoma basocelular que apresenta pigmentação enegrecida (carcinoma basocelular pigmentado).

Tratamento

O tratamento do melanoma é cirúrgico e consiste na retirada da lesão. Normalmente, não há indicação para realização de radio ou quimioterapia.

A profundidade e a espessura da lesão são os parâmetros que definem a gravidade.

Na fase inicial, quando o melanoma está restrito à camada mais superficial da pele (melanoma “in situ”), não ocorre disseminação de células tumorais à distância e o índice de cura é alto.

Em casos onde a lesão é mais profunda e espessa, há maior risco de o melanoma se espalhar (criar metástases). Nestes casos, além de retirar uma margem de pele sadia ao redor do tumor, pode ser necessário verificar o comprometimento dos gânglios linfáticos próximos à lesão.

Há poucos anos não havia muito o que fazer nos casos que já tivessem metástases. Felizmente hoje já existe uma série de medicamentos biológicos (imunoterapia e inibidores de check point) que tem apresentado ótimos resultados nos casos avançados de melanoma.

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